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Frédéric CHOPIN (1810 –1849)


Nascido na Polônia, filho de pai francês de origem Lorena, que indo ensinar e viver na Polônia tornou-se um autêntico nacionalista, transmitindo ao filho Frédéric, toda a paixão por sua terra adotiva. Chopin, como Mozart, teve, portanto no pai um mestre da música, que o levou a uma sólida formação para toda a vida (dizia que “O cravo bem temperado” de Bach, era o seu pão de cada dia). Como Mozart, também foi um menino prodígio, compondo sua primeira polonaise aos oito anos de idade. Já na juventude, como pianista e compositor de prestígio florescente, viu sua Polônia ser invadida pelo Império Czarista Russo, quando então se impôs um exílio até a morte, sem nunca, porém deixar de reverenciar sua terra natal, seduzido por uma nostalgia e a vontade de impor uma música de cunho nacional polonês.

Estabelecendo-se em Paris, sendo uma figura aristocrática, solicitado na noite parisiense, a ponto de Schumann escrever: “tirem os chapéus meus senhores, um gênio está entre nós”, teve uma vida sem dificuldades financeiras, custeado por generosas admiradoras ricas, ou antigas alunas abastadas, o que faz com que se recluse cada vez mais, recusando concertos e dedicando-se a sua composição simples, natural e impressionante. Em viagens constantes à Alemanha, apaixona-se por uma bela jovem chamada Maria Wodzinska, de quem chega a ficar noivo, mas os pais dela não deixam a relação se concretizar. Retornando à Paris, conhece George Sand, musa rebelde da literatura francesa, por quem se desagrada profundamente, porém aos poucos a antipatia vai-se transformando em curiosidade, e numa espécie de resignação e entrega, em paixão, passando a viver uma relação de dez anos repletos de cuidados quase maternos, ao mesmo tempo mãe castradora e amante, com um ciúme doentio de seu “Chopinet”, como o chamava. Após uma estadia desastrosa na ilha de Maiorca, no Mediterrâneo espanhol, contrai a doença que irá matá-lo, a tuberculose. No seu funeral foi executado o Réquiem de Mozart, de quem junto a Bach eram os únicos músicos por ele reconhecidos como exemplo.

Sua obra, com exceção de algumas obras de câmara e de dezessete Cantos Poloneses é toda para o piano, tendo deixado quatorze Polonaises, cinqüenta e uma Mazurkas, vinte e seis Préludes, vinte e sete Etudes, vinte Nocturnes, dezenove Valses, quatro Scherzos, quatro Ballades, três Sonates, dois Concertos, Barcarolle, Berceuse, Fantaisie.


Wallace de Medeiros Cazelli


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