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Joaquín RODRIGO (1901 - 1999)


Nascido em Sagunto, no dia da padroeira da música, Santa Cecília, ficou cego aos 3 anos de idade, em conseqüência de uma epidemia de difteria, que assolou sua região natal no inverno de 1904. Inicia-se na música, com cerca de 8 anos de idade, publicando suas primeiras obras por volta dos 20 anos de idade. Muda-se para Paris em 1927 para aperfeiçoar-se com Paul Dukas, que se tornou seu grande mestre, e onde conhece e torna-se amigo de compositores contemporâneos como Maurice Ravel, Darius Milhaud, Igor Stravinski e em especial de seu conterrâneo Manuel De Falla. Casado com Victória Kamhi, em 1933, uma pianista turca muito respeitada no meio, e que passou a ser sua mais dedicada parceira e companheira inseparável, até seu falecimento em 1997. A música de Rodrigo passeia e retrata de maneira soberba toda a miscelânea de culturas da sua Espanha, transcrevendo musicalmente a alma espanhola, desde sua influência romana, até os dias atuais, tornando-se um dos compositores mais consistentes na técnica do concerto no século XX. Sua vasta produção vai do piano ao violino, do violoncelo à flauta, da harpa à guitarra espanhola, “fabricando” um estilo reconhecido de imediato, ao qual ele denominava de “neocasticismo”. Em 1991 o Rei Juan Carlos I, concedeu-lhe o título de MARQUÊS DOS JARDINS DE ARANJUEZ, falecendo em 1999, rodeado como sempre viveu, de sua família.



Wallace de Medeiros Cazelli


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