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Gioacchino ROSSINI (1792 - 1868)
Nascido em Pesaro, filho de músicos, estudou no Liceu de música de Bolonha, recebendo ensinamentos formais, porém sua paixão é a ópera, sendo sua estréia em 1810 na cidade de Veneza, com a ópera bufa “A Cambiale di Casamento”, seguindo “Ciro em Babilônia”, um fracasso, reabilita-se com “Tancredi” e “Italiana em Alger”. Em 1815, enquanto Napoleão Bonaparte era definitivamente derrotado em Waterloo, Rossini na direção do Teatro de São Carlos de Nápoles, torna-se o novo soberano europeu, com o sucesso estrondoso do “Barbeiro de Sevilha”, que se tornou rapidamente para toda a Europa, a ópera cômica mais popular de todos os tempos, marcando o nascimento da ópera italiana como a entendemos hoje. Em 1824, visitando Beethoven, este lhe pede para não mais escrever óperas sérias, pois na tinha talento para isto, somente para a ópera bufa. Torna-se diretor do Teatro Italiano de Paris, sendo nomeado Inspetor Geral do Canto na França, onde permanece até 1830, e estréia “Moisés” e “Guilherme Tell”. Nos deixou um total de 34 obras dramáticas, além de numerosas composições vocais, hinos, cantatas e quartetos para corda. “A pega ladra”, “O Conde Ory”, “Otello”, “A Dama do Lago”, “Semíramis” e “Cenerentola” (Cinderela), são outras obras de prestígio. A Klássica lhe oferece interpretado pela London Festival Orchestra, sob direção de Alfred Scholz, a abertura de “Guilherme Tell”, ópera histórica, que retrata a resistência dos camponeses dos Quatro Cantãos (atual Suíça), à opressão dos invasores austríacos, que em sua mais famosa passagem, obriga Guilherme Tell acertar com uma besta (arma que lança flechas em alta velocidade, que foi proibida pelo Vaticano por sua monstruosidade), uma maçã colocada sobre a cabeça de seu próprio filho, o que ele consegue, sendo porem aprisionado, dando início a uma revolução que expulsa os tiranos de sua região.
Wallace de Medeiros Cazelli